Avançar para o conteúdo principal

2019 o resumo...

O ano de 2019 começou da melhor forma e tudo parecia ir correr pelo melhor, contudo passados poucos dias tudo mudou...
Em janeiro a guerra familiar começou, os meus pais decidiram cortar relações comigo e com o meu marido, devido a bens materiais. Na altura fiquei sem chão, parece que o mundo tinha desabado e a minha felicidade tinha sido destruída, mas o pior ainda estava para vir. No meu dia de anos, nem foram capazes de me felicitar, o que me provoca ainda hoje uma enorme mágoa, no então o meu amor fez de tudo para salvar esse dia e me proporcionar o melhor, e em parte conseguiu. Acreditem que só lhe tenho a agradecer por todo o esforço que fez. Essa guerra, que a meu ver não fez sentido nenhum ainda durou uns longos meses e suscitou muita confusão!
Os três meses seguintes seguiram dentro da normalidade, apesar de todo o distanciamento. Sendo que, em abril houve a possibilidade de limpar a alma e afastar os problemas por uns dias. Foram 3 dias essenciais e espetaculares que passei no Gerês ao lado do meu grande amor, sem dúvida é um local de paz e harmonia, um local magnífico e que nos faz esquecer do resto do mundo, parece que quando lá chegamos estamos num mundo à parte e que nos faz muito bem. Sempre ouvi dizer que a natureza tem um enorme poder sobre o nosso estado de espírito e sem dúvida é verdade. Recomendo a todos esta visita ao Parque Nacional da Peneda Gerês. Após um dia, bem passado nesse lindo local, tive ainda possibilidade de ir conhecer Braga, inclusive o seu monumento principal (Bom Jesus de Braga), que sem dúvida também é magnifico. Conheci ainda Guimarães que é uma bela cidade e o centro do Porto. Foram umas férias muito bem passadas e que deu para perceber que Portugal tem sítios lindos para conhecer, e que antes de irmos conhecer o exterior do país, temos de conhecer as maravilhas portuguesas! Foi nesse mesmo mês que surgiu um pouco de paz na minha vida e os meus pais me voltaram a falar, mas, contudo, mantiveram as relações fechadas com o meu bem. 
No entanto, este ano nem tudo foi mau, em junho descobri que estava a espera da minha primeira filha, para o meu marido foi um grande choque, mas uma enorme felicidade, pois revelou a força do nosso amor. Foi também nesse mês que ele concretizou um outro sonho, o sonho de ser camionista, ou seja, conseguiu concluir todo o processo para poder enveredar nesse mundo. 
Contudo, esta gravidez teve desde o início os seus percalços, sendo que em julho tive uma enorme hemorragia derivada a um descolamento ovular, o que originou a minha retenção em casa. Esta obrigatoriedade em ficar em casa e não poder realizar a minha rotina diária, incluindo o meu trabalho, fez com que nos primeiros tempos o meu psicológico fosse abaixo, pois comecei a passar imenso tempo sozinha e sem nada para fazer. No entanto, passado 4 meses autorizaram-me a voltar ao trabalho, tendo eu voltado com o maior prazer. Todavia, foi por pouco tempo, pois voltei a ter complicações e agora permaneço em casa até a minha pequena querer nascer. Contudo, esta fase foi de uma adaptação mais fácil, dado que já me tinha habituado à perda desta rotina. 
No que concerne o fim deste ano, tanto o  Natal como o Ano Novo, foram épocas complicadas para mim, pela difícil decisão que tive de tomar, visto os meus pais continuarem sem falar com o meu companheiro. Principalmente a noite de Natal custou-me imenso, pelo facto de não estar junto dos meus irmãos, que não têm culpa nenhuma desta situação e acabam por pagar por tabela. 
Perante todas estas contrariedades da vida, só espero que este ano que já se iniciou corra melhor que 2019, para bem de todos. 

Comentários

Mensagens populares deste blogue

Abril, o início da pandemia...

Em Abril começou a famosa pandemia, a famosa clausura... E refiro-me à pandemia desta maneira, porque a grande maioria da informação prestada aos cidadãos é errada e exagerada.  Sou enfermeira e com o maior orgulho do mundo, é sem dúvida aquilo que mais feliz me faz, poder ajudar os outros sem receber nada em troca e sentir a felicidade da família quando vêm o seu ente querido recuperar.  É por ter a profissão que tenho e saber do que falo que me refiro à pandemia como um exagero, acredito que exista um novo vírus em Portugal e mais perigoso que os anteriores, mas também acredito que apenas 1/4 das pessoas que têm morrido, morreram definitivamente devido a outro problema de saúde e não devido ao Covid.  As pessoas ficam escandalizadas quando ouvem nas notícias o número de mortes e infetados pelo Covid, no entanto quem convive diariamente com a saúde, sabe que esses números são uma amostra mínima da realidade. Posso afirmar que em Portugal morrem mais de 100 pessoas...

Maio, o mês do desconfinamento...

Em Maio, tudo se começou a endireitar, as pessoas começaram a ter maior liberdade para sair, as escolas irão abrir e as creches também. No entanto, há atitudes que ninguém entende que só iram trazer mais problemas... A população não está habituada a utilizar máscaras, luvas, entre outros meios de proteção, logo não irão utilizá-los adequadamente, provocando um aumento do risco de infeção. Já para não falar que as máscaras só devem ser usadas pelo tempo máximo de 8 horas e depois devem ser descartadas e não reutilizadas, situação que não acontece atualmente. Apesar disto, ainda acho mais ridículo, o fato das creches irem abrir e não permitirem que as crianças brinquem, levem os seus brinquedos e brinquem umas com as outras, ou seja, basicamente em vez de serem crianças, vão ser prisioneiras, vão deixar de saber o que é ser criança, e vão viver muito infelizes. O mês ainda não acabou, e espero definitivamente que mudem certas atitudes.... fica a esperança!